7 de jan de 2017

#1. O VIAJANTE IMÓVEL - PRIMEIRA RESENHA DO ANO

Se você é do tipo que não gosta de spoiler, passe adiante para outro post porque é quase impossível resenhar esse livro sem comentar o drama central que constrói a história desse viajante imóvel.

No início, o livro mostra um cenário dos velhos filmes de Indiana Jones e dentro dessa paisagem, o destemido Félix Kölderlin que não conhece limites na sua busca por aventuras cheias de adrenalina. Mas, o que mais nos aguarda por trás da vida desse desbravador viajante?




O que Félix esconde? Ou quem  se esconde na pele dele?

O Viajante Imóvel me surpreendeu em todos os sentidos. Uma história, aparentemente comum, que mostra o cotidiano de alguém que perdeu quase tudo, mas que soube descobrir alternativas para viver suas limitações e reaprender a ser quem sempre foi por dentro: um lutador!


A sua relação do protagonista com Marília, sua ex-mulher controladora ao extremo, mesmo proporcionando um certo conforto à sua vida, deixa claro que ele é o objeto e que ninguém pode tirá-lo de seu domínio, nos leva a pensar qual é o prazer que alguém pode sentir em aprisionar uma pessoa à sua própria vida e vontade.

Vitor vive essa prisão, mas não se deixa abater por muito tempo, cria para si um mundo particular que o faz sonhar com o que poderia ter sido se tivesse escolhido melhor o seu caminho. Ele foi aprisionado no corpo, mas sua mente o leva a viver emoções intensas que o levarão a outra escolha difícil: romper, ou continuar cativo?

Essa escolha pode levá-lo a um caminho sem volta e sombrio, mas é preciso ir até o fim com ele para saber o que vai acontecer. O final é surpreendente!

O viajante imóvel é um livro muito gostoso de se ler. Foi uma das minhas leituras favoritas do ano de 2016 e posso dizer que cumpriu o seu papel de me fazer viajar para dentro das suas páginas e sentir o enredo através do olhar de dois desbravadores: Vitor e Félix.

Boa Leitura!

Abraços,

Drica.