#7. Resenha - Quando o vento sumiu - Graciela Mayrink








Título: Quando o vento sumiu
Autora: Graciela Mayrink
Editora: L&PM Edições
Ano: 2015
Nº de Páginas: 264
Gênero: Romance
Classificação: 4/5

Renato, Susan e Mateus, uma amizade de longa data e que vai ter que passar por muitas provações durante o enredo do livro.
Eles se conhecem desde o colegial e formam uma parceira bonita e que parece vencer todas as barreiras, mas quando a possibilidade de um amor nasce dentro deste triângulo fraterno, somado a problemas do passado de um deles, a história adquire um novo rumo.


Como se manterem firmes com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo?

Esse é o ambiente de Quando o vento sumiu, tão bem construído e amarrado pela jovem escritora Graciela Mayrink. Uma história ficcional, que poderia se parecer com a minha história, com a sua, com a de qualquer jovem. Fala de amizade, companheirismo, festinhas, traumas e um acontecimento que vai precipitar tudo e se encaminhar para um abismo de dúvidas. De novidade, temos a possibilidade de dois finais, o leitor escolhe qual desejaria seguir. Eu fico com o mais real, mas você, que sonha pode escolher o outro; os dois são possíveis.

O livro começa pelo penúltimo capítulo e por isso, é preciso ler e descobrir o que aconteceu na história desses três amigos para que a primeira cena fosse a que você lê nas primeiras linhas.



Um romance que eu devorei rapidamente e que nem senti o tempo passar. No decorrer da trama, vamos descobrir porque a autora escolheu esse título tão instigante. Você já se perguntou o porquê?

Coloquei dentro do post, algumas figuras (retiradas da internet que não são minhas. É só clicar que você irá para a página do autor) que vão estar presentes na história. Quem acompanhar a leitura vai entender o porquê!

Eu amei esse livro e indico a quem gosta de ler um bom romance que te mostra um dia-a-dia possível, cheio de reviravoltas e que acontece com tanta gente, mas não dessa forma tão intensa! Boa leitura, gente! É lindo e vou confessar que segurei o choro no final!

Abraços,

Drica.



Para ler mais e melhor: Um encontro emocionante com a leitura!


Para ler mais e melhor é preciso lançar mão de algumas regrinhas básicas para não perder minutos preciosos da vida e unir prática e prazer num “combo” perfeito que vai rechear o dia do leitor daquilo que ele mais gosta, que é a própria leitura, com a disciplina de um bom esportista, afinal de contas, para que o leitor pratique o seu esporte preferido é preciso fixar metas e descobrir como ele quer aproveitar seu exercício da melhor forma, sem que, necessariamente ele vire um “ET” para as pessoas que convivem com ele.



Eu já estou nessa estrada há um bom tempo e posso dizer que desde criança sempre cultivei o bom hábito da leitura. Meu pai estudou em colégio religioso e chegou a passar uns anos no seminário. Naquela época, as famílias faziam gosto que pelo menos um dos filhos fosse padre, ou médico, ou advogado. Meu pai foi escolhido para ser o padre (rsrsrs), mas não vingou. Em contrapartida, no período em que esteve estudando, acumulou uma vasta estante de livros, dos mais variados gêneros e quando se casou, incorporou esses exemplares maravilhosos na estante de nossa casa.

Eu herdei o hábito de me enfiar nos livros desde cedo. Lembro de uma enciclopédia “antigona”, chamada Medicina e Saúde, capa dura, uma edição de luxo, tinha sobre tudo ali, qualquer tipo de doença, seus sintomas, tratamento, anatomia de animais e humana, coisas superinteressantes para mim, que folheava avidamente tudo o que caía nas minhas pequenas mãos.



Juntamente com essa Enciclopédia de Medicina e Saúde tinha também, a Enciclopédia Conhecer. Livros com encadernação capa dura vermelhos, de luxo, muito pesados e também muito lidos e relidos por mim. Aquilo era um parque de diversões para minha infância sem internet e com televisão regrada, e bons tempos aqueles! Hoje, temos tantas facilidades num clique, mas parece que estamos mais perdidos do que realmente estávamos na época em que eu era criança.

Enfim, além desses dois “dinossauros” das minhas lembranças literárias, eu lembro de duas coleções em especial: dos livros de Jorge Amado, coleção que eu li quase toda e também dos livros da coleção de José Mauro de Vasconcelos, escritor do livro O meu pé de laranja Lima, um dos meus favoritos e que ganhou até uma novela e depois um filme, mais recentemente.

Não era difícil em época de nenhum acesso a smartphones, ipad, computadores, internet, encontrar crianças com seus gibis, lendo nos terraços, nas calçadas e até em conjunto. Não foi diferente para mim. Tínhamos o hábito dos clubinhos de leitura e eram locais onde, mais do que ler, nos conhecíamos, estreitávamos os  laços de amizade e nos divertíamos a valer!

O segredo era um só: o tempo que a gente tinha para gastar e o volume de atividades que não tínhamos, além dos afazeres com a escola e outras atividades no lar. Hoje, isso mudou bastante, acho que já tem gente hoje que pula da barriga da mãe e tem uma agenda cheia de compromissos infundados (credo!!!).
Então, para entrar propriamente na conversa de como ler mais e melhor, é preciso pensar numa regra básica: o “foco”.
Não é possível ter qualidade de leitura se a sua cabeça está pensando em mil coisas ao mesmo tempo e seu cérebro tem que ficar alternando o livro com mais quinhentas atividades. Tem gente que abre o livro e daqui a pouco quando o celular recebe uma notificação, fica parando a leitura para ver suas redes sociais e responder trezentas mensagens no seu whatsapp. Quando você volta ao livro, já nem lembra mais o que estava lendo.
É preciso focar na leitura. Não precisa ler o dia inteiro, mas estabelecer um horário mais favorável e um local tranquilo, com pouco barulho (aonde, meu Deus!!! rsrsrsrs) e confortável (mas, nem tanto para que não se durma de tão sossegado!), para poder ler melhor. De preferência, desligue por esse tempo determinado, o seu celular, ou, se preferir coloque-o no silencioso e longe do seu alcance. Pronto, já criamos o ambiente favorável para alcançar uma das etapas da leitura.
Eu já falei para algumas pessoas aqui, que o meu local favorito para a leitura na minha juventude, em cidade pequena de interior, era a laje da casa aonde até hoje moram os meus pais. Depois do almoço, após organizar a louça e deixar a cozinha arrumada, passava a mão nos meus livros e subia na laje, através de um cajueiro, que até bem pouco tempo atrás, ainda existia. O Zezé do José Mauro de Vasconcelos tinha um pé de laranja lima, porque eu não poderia ter meu próprio cajueiro??? (rsrsrsrs)
Li muita coisa boa naquelas tardes, perdia até a noção do tempo, quando dava por mim, minha mãe estava me chamando para fazer alguma coisa, deixar alguma encomenda na casa de uma tia, ou levar e trazer recado na casa de um parente próximo. Eu me perdia nos livros porque havia um tempo reservado apenas para isso, sem interrupções.
Hoje, está um pouco complicado viver sem interrupções, mas dentro de casa, ou numa biblioteca é possível reservar algumas horas e esquecer a vida lá fora para poder viver a vida nas páginas dos livros que queremos conhecer. Quem nunca fez essa viagem, pode se surpreender, quando conseguir fazer “a conexão” e acordar do lado de dentro do livro, vivendo aquelas aventuras, chorando aquelas dores, sorrindo aqueles sorrisos que não são os seus, mas que parecem ser, porque você conseguiu se conectar com a história. É o foco.
Quem está acostumado a fazer a viagem nas páginas e nas palavras, pode também melhorar sua qualidade de leitura, praticando pequenos exercícios de forma contínua em 4 áreas importantes que devemos ter em mente. Uma delas, já foi mencionada quando falamos sobre “foco” que é a CONCENTRAÇÃO. No próximo post, vamos falar mais sobre essa área e, na sequência, estaremos abordando as outras três: VELOCIDADECOMPREENSÃO E MEMORIZAÇÃO.

Até lá, aguardo vocês!

Drica.

VOLTANDO AO JORGE DE LIMA. QUEM FOI MESMO?

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pelo novo adiamento do post (que deveria ter saído na quinta-feira passada - Atrasadíssima!). Tive problemas com a internet de casa e ficou impossível postar no dia combinado, mas aqui estamos para descobrirmos quem foi esse brasileiro cheio de obras e tão importante para a segunda fase do Modernismo no Brasil!

JORGE DE LIMA, nascido no dia 23 de abril de 1893 teve uma vida muito cheia de atividades. Foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor... como será que conseguiu ser tudo isso e ficar tão escondidinho para gente como eu, que nunca tinha ouvido falar dele, até achar na livraria uma de suas obras, publicada pela editora Cosac Naify. E o que me chamou atenção na obra? Lembram? Se não lembram ou não viram os posts anteriores pega um atalho AQUI.


Voltando ao Poeta...

Ele nasceu em União dos Palmares - Alagoas. Era filho de um comerciante rico que em 1902 mudou-se com a família para Maceió. Em 1909, iniciou sua faculdade de medicina, em Salvador-BA, mas só concluiu o curso no Rio de Janeiro em 1914. Recém-formado, voltou para Maceió, iniciando sua dedicação à medicina, literatura e política. Em 1930, voltou ao Rio e montou um ateliê de pintura (no mesmo local do consultório). Um local que funcionava como ponto de encontro de intelectuais. Por lá, reuniu-se com Murilo Mendes, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e outros nomes que tão bem conhecemos da Literatura Nacional.

Jorge Matheos de Lima faleceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1953. Durante sua vida, também esteve envolvido na política, como Deputado Estadual. Foi professor de Literatura e em 1935 foi eleito Governador do RJ. Em 1940, recebeu o "Grande Prêmio da Poesia" da Academia Brasileira de Letras.

Fico aqui, imaginando o porquê um poeta com todo esse trabalho na área das Letras, inclusive com influência na política e em outras artes, ficou escondido por tanto tempo e um total desconhecido para tanta gente. Quem pode responder? Se você sabe, por favor, divida com a gente essas informações.

Jorge de Lima escreveu texto em versos e prosa tendo como foco a cultura brasileira. Suas obras tem como tema aspectos sociais do regionalismo e da religião.

O livro do poeta que me chamou atenção foi CALUNGA (ainda lendo).


Sua obra ainda se estendeu aos limites do Samba, sendo cantado pela Estação Primeiro de Mangueira, no Carnaval de 1975, lembrado pelos seus versos a uma tal "Negra Fulô", na voz marcante de Jamelão.

Essa é uma alusão a um dos mais conhecidos poemas dentro de uma de suas obras intitulada de Poemas Negros e rendeu à Mangueira o segundo lugar na classificação.

Abaixo, deixo um vídeo da Tatiana Feltrin, falando sobre esses Poemas Negros para quem estava se preparando para UNICAMP (2016). Vale a pena parar um pouco e ouvir.


E é isso, pessoal!
Vamos vasculhar mais um pouco as obras do Jorge de Lima e conhecer um pouco mais sobre os nossos escritores?

Boa Leitura!

Drica.

Aguardem - Para a próxima semana!

JORGE DE LIMA
A próxima semana nós vamos conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra de um autor brasileiro muito importante, mas que muita gente não conhece (nem eu mesmo conhecia).
Ele é JORGE DE LIMA, um dos nomes da segunda fase do Modernismo no Brasil. Estou devendo essa postagem porque tive problemas de saúde com meu marido essa semana e ficou complicado organizar o post e todas as informações que queria dividir com vocês sobre o autor.

Quem quiser ir buscando informações antes do post, sinta-se à vontade, assim, teremos algo para discutir quando a matéria sair!

Conto com vocês!
Abraços,
Drica.

Vamos conhecer Zafón?


Se você me acompanha aqui no blog, já deve ter lido, ao menos uma mil vezes sobre o meu amor por um dos livros do Zafón, o belíssimo trabalho - Marina. Eu, realmente fiquei apaixonada por este livro, que não é grande no tamanho, mas que é grandioso em sensibilidade e aventura mística.

E se leu o último post, deve saber o porquê de tanto amor pelo livro, se não, volta lá no post que eu falo e confere aqui.


Este é o livro ↑

Carlos Ruiz Zafón nasceu na Espanha, na cidade de Barcelona, em 25 de setembro do ano de 1964. Em 1993, ganhou o prêmio Edebé de Literatura com o seu primeiro Romance: O Príncipe da Névoa, que teve uma venda de mais de 150 mil exemplares no seu país e foi traduzido para vários idiomas.
Depois dessa estrondosa entrada para o mundo dos mais conhecidos e lidos escritores da atualidade, publicou 4 romances, sendo 3 direcionados para o público jovem: El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina (o meu amado, apesar de não ser tão jovem assim... rsrsrs).

É uma das maiores revelações literárias com A Sombra do Vento, traduzido para mais de 30 idiomas e publicado em aproximadamente 45 países, sendo finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara (2001) e Libreter (2002).



O Jogo do Anjo, que foi escrito em 2008, teve uma venda surpreendente de mais de um milhão de exemplares na Espanha. Eu sei que a maioria de vocês não são da Espanha, mas depois desse sucesso todo, não acredito que você não conhece o Zafón!!!! (rsrsrs)


O seu romance mais novo é O Prisioneiro do Céu, a continuação de A Sombra do Vento, seguido pelo livro O Jogo do Anjo (que formam uma trilogia que pode ser lida em qualquer ordem, sem que se perca o "fio da meada").


Desde 1993, Zafón trocou a belíssima Barcelona por Los Angeles, escrevendo roteiros e aperfeiçoando a sua arte de escrever.

Dá para imaginar sair daquela cidade belíssima cidade para ir morar em Los Angeles? (tudo bem, eu nunca fui a nenhuma das duas, mas é gritante a diferença de beleza de uma para outra... em Barcelona, até os Cemitérios são museus de arte a céu aberto e devem ter servido de inspiração na obra do Zafón)

O edifício La Pedrera ou Casa Milá de Gaudí

Museu Nacional d'Art de Catalunya
Imagino que o ambiente em que nasceu e viveu até se mudar para o novo lar, foi a inspiração para suas obras. Se eu morasse nesse paraíso aí, passaria minha vida inteira sonhando e escrevendo sonhos... rsrsrsrs.

Barcelona Poblenou Cemetery







Pense bem, você não gostaria de fazer um passeio nesse maravilhoso cemitério?









O cemitério de Montjuic




No livro Marina, eu pude sentir um pouco da atmosfera daquele local e de seus aspectos misteriosos, mas também de grande fascínio. Por isso me apaixonei pela obra desse espanhol.


Zafón é roteirista em Los Angeles e colabora nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País.









E esse é o autor que conhecemos essa semana.



Na próxima semana eu volto para falar do outro grande nome da Literatura, agora, da nossa terra, o Brasil, porque, fala sério! Aqui também tem muita gente boa que a gente nem sequer conhece e precisa conhecer para ter orgulho e partilhar com os nossos amigos leitores!

Até o próximo capítulo.

Drica.

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